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Fundador

Fundador

 

“Comecei a pensar que, como o online está a crescer cada vez mais, esta podia ser uma oportunidade de relançar a Boxer Shorts.”.

António Archer tem 25 anos e é o responsável pelo renascimento da marca criada em 1991. O início remonta a 2014, altura em que o pai de António comprou a Throttleman. A marca tinha mudado de nome por volta do ano 2000, mas a Crivedi, empresa da família, já lhe fornecia a produção desde o princípio, quando ainda era a Boxer Shorts.



Depois de se licenciar em Design, o jovem do Porto foi trabalhar para a Throttleman em 2016. Primeiro como designer e depois a relançar a marca online. No final desse processo, a Throttleman foi vendida ao grupo Lanidor, mas a Boxer Shorts continuou a pertencer à Crivedi e foi a partir daqui que se deu a grande mudança. A marca ficou de lado e António foi para Barcelona fazer o mestrado em Marketing Digital em 2018. Quando terminou a formação passou por uma empresa espanhola de sandálias para mulher e foi precisamente aí que renasceu a vontade de dar um novo caminho à Boxer Shorts. 

A partir daí começou a desenvolver a ideia, a desenhar a coleção e desde novembro de 2018 que a loja está online. Atualmente, António Archer continua em Barcelona, já como responsável pela área digital de uma empresa internacional. Tem um ateliê onde faz o seu trabalho de designer e é à noite que mais tempo dedica à sua própria marca. 

A primeira produção foi de 1200 unidades e antes do Natal 80% já estavam vendidas. Neste momento está a avançar com uma segunda produção, desta vez com um maior número de peças. A resposta dos clientes não podia estar a ser melhor.

“As pessoas dizem que estão contentes por a marca ter voltado e que é bom relançar a marca e mostrar que o produto nacional também é bom. A partir daí fui criando novos modelos. As pessoas gostam dos materiais, sentem-se confortáveis e até já sugeriram termos modelos mais justos”.

Sendo uma marca online, um problema que parece recorrente é a necessidade que os clientes sentem em testar o produto, sentir o tecido. Por isso mesmo, António planeia abrir um showroom no Porto e outro em Lisboa, para que os clientes possam conhecer os produtos. Ainda assim, os espaços não terão venda direta.

“Temos muitos clientes que fazem a primeira compra de um modelo ainda a medo e passado uma semana encomendam três ou quatro porque gostam”.

A qualidade é um dos factores diferenciadores da Boxer Shorts e um dos motivos estará no facto de ser uma marca 100% portuguesa. Os produtos são feitos na Crivedi, na Trofa, e todos controlados desde o corte até que saem para entrega ao cliente.

“Os boxers são 100% algodão natural e só pelo corte e pelo fitting podem provar que são diferentes dos boxers que normalmente estão à venda nas outras marcas”, explica.

É que estas peças são cortadas nas laterais e abertas à frente, o que, apesar de gastar mais tecido e ser de produção mais cara, também é mais confortável para quem usa, um requisito essencial.

“O principal objetivo não foi fazer um produto para as pessoas andarem na rua a mostrar. É uma peça de roupa interior, por isso não é para andar a mostrar. Estamos a tentar vender um conceito, em que a pessoa pode sentir-se bem consigo própria sem ter de mostrar às outras pessoas o que está a usar”.

António Archer decidiu começar por fabricar o modelo pelo qual a Throttleman ficou conhecida, o boxer algodão, mais largo e fresco. Esta opção por um modelo mais clássico não foi um problema para o designer. A marca começou com 25 modelos e tem neste momento 40, entre opções mais clássicas como os tons escuros e azulados e outras mais casuais com cores e padrões diferentes.